Histórial

S. VICENTE DE VALONGO

Orago: S. Vicente
Em 1750, tinha 94 fogos, distribuídos por 327 habitantes.
Em 1882, dá-lhe o Portugal Antigo e Moderno, 50 fogos.
A mitra apresentava o cura, que percebia por anuidade, 180 alqueires de trigo e 60 de cevada.

 

ORIGEM E FUNDAÇÃO

Em meados do Século XIII, em tempo de D. Afonso III parece ter ocorrido a construção do Castelo Real de Valongo. Não se conhecem documentos autênticos que tratem da sua fundação, embora se presuma que ela terá sido coeva do aforamento das terras do Redondo e de Reguengos, atribuído àquele monarca. Importante fortificação medieval, o castelo encontra-se classificada como monumento nacional. No Século XVI, o edifício sofreu grandes alterações, nomeadamente a torre de menagem e o paço anexo que se arruinou completamente no Século XIX.    

Extinta sede de freguesia, integrada na Freguesia de Santa Maria de Machede, sita a 32 Km da capital da Comarca, pela qual comunica com a Estrada Nacional 256 (troço Évora – Vendinha e depois por estrada vicinal para Montoito).

Fica esta curiosa fortificação medieval na Herdade do Castelo Real, anexa à da Grã, a cerca de 22 Km a Sudoeste da Cidade de Évora, em terras patrimónios da família Barahona e Mira, a partir dos últimos anos do séc. XIX, por compra de José Paulo Carvalho de Mira ao último marquês de Valada, casa em cuja posse já estava, seguramente, em 1766.

 

IGREJA PAROQUIAL DE S. VICENTE DE VALONGO

Arruinou-se nos últimos anos e está quase perdida na totalidade. Na noite de 23 de Julho de 1955, grande parte do telhado de duas águas e telha vã desmoronou, arrastando na queda os vigamentos ainda poderosos do resto da cobertura. As águas, que se vão infiltrando pelas brechas abertas nas paredes de taipa, consumirão, brevemente, o velho templo, que datava dos primeiros anos do Séc. XVII.

Embora construída em traça modesta, dentro dos moldes rústicos tradicionais aos monumentos similares, a sua silhueta recortada no alto do suave monturo que olha a mole negra, pesada e austera do Castelo Real, e à beira ensombrada do choupal de um arroio do Degebe, oferece, senão grandeza, pelo menos o pitoresco com que os singelos edifícios deste género adornam a dura paisagem alentejana.

A fachada, muito simples, voltada a ocidente, é despida de sequer obra de arte, tendo um portado vulgar e empena rematada por modesta cruz de mármore. A capela-mor, pouco profunda é decorada por pináculos piramidais e campanário de frontão triangular, despido de sineta.

Pesados contrafortes e dependências utilitárias defendem as paredes do templo, que foi construída, como dissemos, de taipa.

O interior, presentemente desornado de qualquer obra cultural e era. aliás, muito pobre. A nave possuía dois altares colaterais, alguns nichos e uma capela lateral no lado da Epístola, com arco de caixotões de estuque. As talhas desapareceram na totalidade da Igreja; de algumas pinturas a fresco, que ornamentavam as paredes, há vestígios de largas composições barrocas, em verduras e flores e as cenas do Calvário e N.ª S.ª das Dores.

O santuário principal tinha apenas um nicho aberto na ousia, com o padroeiro e o seu tecto estava todo pintado a fresco e aberto em caixotões geométricos, assim como o arco de entrada do mesmo.

De planta rectangular é a capela báptismal, com abóbada semicircular guarnecida de caixotões pintados, cronografada de 1609 e centrada pelo emblema de J. H. S. Tem pia de mármore, de configuração cilíndrica.

Ainda, no exterior da Igreja, que está envolvida pelo casario outrora pertencente à capelania e ermitão existem, o cruzeiro, de mármore, sobranceiro ao lado Norte e, ligado à testeira da capela-mor um pobre e arruinado carneiro paroquial.

 

CASTELO DE S. VICENTE DE VALONGO

castelo

Acredita-se que a primitiva ocupação humana de seu sítio remonte à época romana, posteriormente ocupado por Visigodos e Muçulmanos, estes últimos os responsáveis pela fortificação do local, conforme atestam algumas inscrições islâmicas em seu interior.

O Castelo Medieval

Á época da Reconquista cristã da península Ibérica, a sua estrutura foi reconstruída em fins do século XIV ou mesmo início do XV.

Do Século XX aos nossos dias

Classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910, encontra-se atualmente em ruínas.

Características

O castelo apresenta planta quadrada, reforçada nos vértices por quatro torres também quadrangulares. O topo das muralhas é percorrido por adarve defendido por ameias, estas também de secção quadrangular.

A Torre de Menagem, é dividida internamente em três pavimentos, assentes sobre abóbadas em tijolo de cruzaria de ogiva. Pelo lado Oeste, ergue-se uma outra torre, de menores dimensões adossada à muralha, onde se rasga, uma entrada lateral. As seteiras, de tipologia tipicamente medieval, atestam uma fase reconstrutiva do monumento que remete para os séculos XIV e XV.

 

 

Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Machede

21 de Abril de 2014

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